MECANISMOS DE FALHA E TAXA DE COMPLICAÇÕES EM PACIENTES SUBMETIDOS À DERIVAÇÃO VENTRÍCULO-PERITONEAL EM UM HOSPITAL DE CASCAVEL (PR)
Palavras-chave:
Hidrocefalia. , Derivação Ventrículo-Peritoneal. , Cirurgia, Recidiva. , ComplicaçõesResumo
A hidrocefalia é uma condição prevalente e, mesmo após o adequado tratamento por meio de intervenção cirúrgica, mostra-se relevante o número de pacientes que irão necessitar de uma nova abordagem devido à falha no funcionamento da derivação ventrículo-peritoneal (DVP). Isto posto, tendo em vista que os tratamentos com válvulas de drenagem alteram positivamente o prognóstico de pacientes com doenças hidrodinâmicas, principalmente em lactentes, ainda que não isentos de potenciais complicações funcionais e infecciosas, essa pesquisa teve por objetivo verificar a prevalência de pacientes que foram submetidos à cirurgia de derivação ventrículo-peritoneal e na sequência tiveram recidiva do quadro prévio de hidrocefalia, com o foco em identificar os fatores predisponentes e mecanismos envolvidos na falha do shunt, em um centro hospitalar de Cascavel(PR). Constatou-se que 66% dos pacientes demandaram nova abordagem da DVP devido complicações pós-operatórias. A maior parte das etiologias registradas de falha na DVP foram referentes à obstrução de algum dos componentes do shunt, correspondendo a 44% dos pacientes. Ademais, o procedimento mais recorrente realizado para correção nos shunts os quais apresentaram falha foi a confecção de nova DVP, correspondendo a 30% deles.