TUBERCULOSE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS NOTIFICADOS NO PERÍODO DE 2018 A 2022 NO ESTADO DO PARANÁ

Autores

  • Ana Paula Grein
  • Eduardo Miguel Prata Madureira
  • Urielly Tainá da Silva Lima

Palavras-chave:

tuberculose, pediatria, pneumologia, epidemiologia

Resumo

A Tuberculose é uma doença responsável por altas taxas de mortalidade no mundo todo, principalmente em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, como o Brasil. Dos 1,5 milhões de pacientes infectados anualmente, crianças e adolescentes representam 11% desses indivíduos. Se diagnosticada e tratada adequadamente, a doença apresenta excelente prognóstico nessa faixa etária, contudo, seu quadro clínico inespecífico, a lacuna de conhecimento epidemiológico e a ausência de um teste acessível e específico para a população infantil frequentemente leva ao atraso ou subdiagnóstico, aumentando as chances de má evolução e óbito. O presente estudo visou identificar as principais variáveis epidemiológicas referentes a Tuberculose na população de crianças e adolescentes menores de 19 anos no Estado do Paraná, utilizando dados fornecidos publicamente no DATASUS, com a intenção de compreender os fatores de maior prevalência para possibilitar a elaboração ou aprimoramento das estratégias vigentes de prevenção e tratamento. Foram analisadas as seguintes informações: raça, sexo, faixa etária, forma clínica, HIV e uso de drogas ilícitas. Do total de 832 casos notificados no período de 2018 a 2022, foi observado que 62,9% eram da raça branca, 60% do sexo masculino, 61% tinham entre 15 e 19 anos, 79,3% tiveram a forma Pulmonar, 10,5% faziam uso de drogas ilícitas e 1% testou positivo para coinfecção por HIV. O resultado obtido quanto a raça demonstra que tal característica pode ter incidências distintas de acordo com a região em análise, enquanto as variáveis de forma clínica, sexo e idade prevalente costumam manter um padrão à nível nacional.

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Publicado

2026-07-21

Edição

Seção

Saúde e Biológicas